sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Um beijo

De alguma forma a ansiedade vai embora, o coração acelera e a tensão converte-se em beijo... E em segundos surge um universo conhecido e negado, onde as convenções imperam além de quatro paredes. Na mesma fração de segundos turbilhões de imagens excitam seu corpo, lembrando porque os amantes esquecem do mundo que os aprisiona, e tentam tornar-se um só... O que um pessimista diria?

Mas um pequeno inferno surge como paródia de uma estúpida cena romântica. E onde havia apenas centelha de verdade sobre-humana, soma-se a necessidade de não estar só. Por isso os dois estão sós mais do que nunca. É quando alguém tenta aprisionar um momento, prender borboletas num castelo de cartas. Porque no início grandes esperanças bastam e seu discurso de liberdade cega... O que um livre sonhador pensaria?

Então uma fúria imensa, alimentada pelo auto-engano, disputa espaço com a sensação de tempo perdido. Mesmo heróis podem ser covardes quando deixam de expressar o que sentem (heróis de verdade, que estudam, trabalham e quase não comem). Não se deve convidar alguém se no peito resta medo e solidão. Guardar um beijo dá vontade de escrever uma carta, mas junto vem a lembrança de que todas as cartas de amor são ridículas. Ser ridículo é normal... O que um ser normal faria?

2 comentários:

mya disse...

ahhh
aconteceu!
finalmente um blog!

;*

Dr. Pepper disse...

hehehe... um começo, literalmente um ensaio...