quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Codinome: Rocha

Radical eu? Não, não me considero assim! Pelo contrário, freqüentemente a malícia do mundo me assombra, tendo a confiar mais nas pessoas que nas idéias. Pode estranhar que eu fique mais amigo dos revolucionários, dos loucos, das minorias? Não acho que isso é ser radical, especialmente porque essa palavra ganhou um tom distorcido. Prefiro dizer que gosto das pessoas que têm caráter.

Não me confunda com nenhum moralista, vou esclarecer: entendo como caráter a capacidade de agir o mais próximo possível dos seus próprios valores. Por que isso é importante? - talvez alguém se pergunte. Ninguém nunca vai saber, mas uma coisa me é muito clara, não suporto falhas graves de caráter. Mesmo sabendo que ninguém está totalmente a salvo delas. Bom, os loucos e os santos talvez sejam os únicos. Como não me enquadro (eu acho) nesses dois tipos, reparo muito no caráter das pessoas que me são caras. E espero que elas também reparem no meu. Será que estou sendo muito sombrio? Alguns exemplos podem ajudar.

Gosto de café forte. Se for para tomar um café meia boca, um "chafé", não perca seu tempo. Assim são as pessoas e suas escolhas. Tal qual diamantes e areia são feitos de carbono, embora completamente distintos. Casou-se e não está feliz? Não preciso nem dizer a palavra divórcio. Só queria entender como pessoas, a príncipio tão inteligentes, acreditam que um contrato pode fazê-las feliz. Uma regra assim só deveria existir, de fato, se servisse para as pessoas serem mais felizes. E com o passar do tempo as ilusões vão caindo por terra. Tente ler a História...

Eu também me iludo às vezes: apaixono-me pelas pessoas antes mesmo de descobrir suas crenças. Mas será que é tão difícil agir de acordo com o que se acredita? Por que as pessoas se importam mais em ficar bem na foto do que mostrar suas virtudes verdadeiras? Mostrar a cara, assumir os próprios erros, defender um indefeso, lutar contra uma injustiça, dizer a verdade... será que esses valores deixaram de ser importantes? Apesar de tudo a vida põe em meu caminho sempre novas pessoas, que ainda me provam o contrário. E a essas pessoas, quais chamo de meus amigos, dedico meus mais vibrantes pensamentos. Espero que elas saibam que podem contar comigo, para o que der e vier.

Quer saber o meu nome? Acho que não importa! Um nome é só um rótulo, mais nada. Ainda acredito na alma, na psiqué, na essência... Se quiser pode me chamar de Rocha. O tempo vai arrancar algumas lascas, mas se prestar atenção, ainda estarei lá firme e forte. Agora se você gosta de moleza, então fique com um pudim...

1 comentários:

mya disse...

é.. poxa o que eu ia escrever mesmo?
esquecí..
ah tá me sinto o chafé hoje.


o almoço foi ótimo.. adorei a conversa.vou ouvir sempre!!!
pode me dizer.. dou bronca.. vc viu..

quero que tneha a liberdade de me xingar tb

estou sem crédito no celular p responder.
beijos beibe