terça-feira, 29 de setembro de 2009

Identidade


As pessoas não mudam com o passar do tempo, apenas perdem o medo de mostrar quem realmente são...

domingo, 13 de setembro de 2009

Ato de Verdade

Mais uma vez mirei teus olhos
E mais uma vez eu me perdi no tempo e no espaço
Desta vez sem arrependimentos
pois coube a mim dizer a verdade.

Se teus olhos me olham diferente, já não me importa
Se tua boca não for de encontro a minha, mero detalhe
Se palavras e gestos se cruzarem, melhor ainda
pois nada é mais valioso que a verdade.


Se além de carinho houver desejo, melhor
Se além dos olhos houver o toque, melhor
Se além de sexo houver amizade, melhor
pois a verdade não pede licença
e o único mistério que resta é perguntar por que somos assim...

PS: Para mim, o maior ato de verdade está representado neste kanji

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Take Me In

Ouçam a música nova do Betty by Alone, "Take me in"
www.myspace.com/bettybyalone
Depois comentem...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Não desistam...

Galera que acompanha este blog, sei que todos estão esperando uma nova postagem minha há um tempão, logo volto a escrever mesmo, prometo, hehehe...

Na verdade este post é apenas uma dica: a banda Betty by Alone deixou seus três álbuns inteiros pra baixar de graça, neste link: www.estrofe.com.br/bba3cds.zip

Quem já ouviu (e viu) a banda tocando, sabe: eles ainda são a melhor banda de rock de Maringá, e na minha humilde opinião, uma das melhores bandas independentes que já surgiram no Brasil.

Não quero falar muito, sugiro apenas que escutem o som, e pensem que esse caras fizeram três discos fodas, com ótimas letras em inglês, muita inspiração, pouca grana e pouco tempo livre. Mesmo assim não foram ouvidos o suficiente, nessas horas fico imaginando quantas bandas excelentes devem estar perdidas pelo país afora, enquanto as adolescentes suspiram pelo Fresno e pelo NX Zero.

Só a capa do terceiro álbum, inspirada num disco do Abba, já diz tudo: quit rocking?

Nope...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ciência



É preciso duvidar de todas as certezas, mesmo sabendo que isto também é uma incerteza...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Via de mão dupla

Percebo, cada vez mais, que escrever neste blog está sendo, sobretudo, uma terapia. É para mim uma auto-análise, mas algumas pessoas têm comentado comigo que se identificam muito com os textos também. Então, como já caíram na besteira de me elogiar, libriano que sou, me sinto obrigado a começar 2009 com mais um ensaio:

Em primeiro lugar, tenho de dar crédito à teoria (muito interessante, por sinal) de uma amiga, sobre o sentimento da paixão. Hoje não estou afim de citar filósofos, ok? Embora eu tenha umas (poucas) leituras a respeito, não pretendo ser nem um pouco acadêmico agora. Até porque estou falando sobre a paixão mais comum, a mais ralé de todas, vocês sabem, essa mesma que leva as pessoas a "ficarem", ao namoro, ao sexo, ao casamento, etc. Mas vou citar uma frase que muitos conhecem e tem tudo a haver com o post de hoje. É do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint- Exupéry:

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".

A tese é boa, e com certeza renderia umas boas horas de conversa de bar. Não estou sendo pejorativo heim, adoro filosofias barxistas! Bom, ela diz que quando uma pessoa se apaixona, nunca é por acaso; se não houver uma troca, você NÃO se apaixona. É mais ou menos assim: você manda uma energia carregada de intenções, na direção da pessoa; se ela devolver isso de alguma forma, é porque ela também sente alguma coisa, e isso foge do controle dos dois. Mesmo um tiro bem dado VAI COM CERTEZA sair pela culatra. Sei que pode parecer uma atitude maniqueísta, uma forma de culpar o nosso "objeto" de paixão também pelo que sentimos, mas pensem comigo, quem não tem um amor mal-resolvido? Vocês nunca pararam para pensar, porque aparentemente existem pessoas inesquecíveis? Você nega o quanto pode, mente para si mesmo, chega quase a se convencer que superou tudo, mas aí é só a pessoa surgir na sua frente e... todas as convicções vão por água abaixo... E o mais incrível é que provavelmente a pessoa fica balançada quando encontra você, embora não admita, mas ela também não está imune.

A questão mais importante é que sempre pensamos - "tenho de esquecer a Fulana, estou pirando, por que meu coração é tão burro?" - mas existem experiências na vida que não dependem só da nossa vontade, as vezes somos "vividos" por elas. É como sentir fome, ou sede... ou paixão à primeira vista! Então... vamos todos ficar desesperados? Querer pular da ponte? Desencanem meus amigos! Acho que o "eternamente" do Pequeno Príncipe soa um pouco pesado, mas de qualquer maneira não temos condições de saber QUANTO TEMPO uma paixão dessas vai durar! Ah, um anexo importantíssimo nessa história toda. No post anterior eu falei sobre vampiros, lembram? Pois é, MUITO CUIDADO, NÃO TENTEM RESOLVER UMA PAIXÃO COM UM VAMPIRO! Quem avisa amigo é, a palavra "eternamente" e "vampiro" são praticamente gêmeas siamesas! Você NUNCA, veja bem, NUNCA resolve nada neste caso. Nos demais casos crônicos, só o TEMPO consegue apagar esse fogo... é o que eu acho. Se bem que isso me faz lembrar também da lei de Lavoisier: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" (falei que eu não iria citar nenhum filósofo, mas... químico "podi", hahaha).

Acreditar nessa teoria pode até gerar algumas esperanças perigosas, ou o que é mais comum, tristeza, mas não deveria. Nos dois casos, penso que é necessário para a saúde mental nos livrarmos das ilusões. A paixão, por incrível que pareça, não é uma ilusão. É importante compreender que as coisas podem ou não acontecer. E mesmo existindo essa via de mão de dupla, mesmo sabendo que a paixão pode ser de alguma maneira correspondida, se não for pra acontecer naquele momento, é melhor seguir com a vida. Sem cair na besteira de fugir ou mentir para si mesmo.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Amizade e dominação

Você acredita em vampiros? Bom, há muito tempo eu acredito neles. Ou melhor, agora tenho certeza sobre a existência desses monstros. Mas são vampiros diferentes: ao contrário das histórias, eles podem sair no sol, muitos passam o dia rezando nas igrejas (também não entendo), e podem ser considerados, em sua maioria, pessoas "amáveis" ou "amigáveis".

O filósofo Nietzsche interpretava com desconfiança atos de bondade e altruísmo por parte dos indivíduos, mesmo de pessoas muito próximas a ele (ser amigo do cara devia ser bem difícil mesmo). De qualquer forma pelo menos um argumento dele me convenceria: toda vez que alguém se aproximar de você e oferecer ajuda a todo momento, sem você pedir, desconfie - essa pessoa está tentando tirar o seu poder. Não existe aquele ditado popular? "Se a esmola é demais o santo desconfia"? Outro cara desconfiado era o filósofo Walter Benjamin, sempre arredio àquelas pessoas que querem impor sua "experiência" sobre os outros. Ele percebeu que algumas frustrações levam esses indivíduos a tentar controlar quem ainda vai viver experiências completamente novas, supostamente tentando proteger ou dar um "bom exemplo". Pois é, tanto Nietzsche quanto Benjamin, nunca usaram a palavra vampiro eu acho, mas para mim eles estavam falando desses sanguessugas.

Todos podem enxergar um certo exagero nisso, mas você com certeza já conheceu uma pessoa assim: ela se aproxima de você, sempre sorridente, e tenta fazer amizade. No início, assim como em qualquer relacionamento, você tenta saber mais sobre a pessoa, seus interesses, gostos pessoais. Mas incrivelmente você não consegue descobrir muita coisa, ela sempre desvia do assunto e acaba voltando a falar de você! No inicío, dá uma impressão do tipo: "que pessoa legal, ela se importa mesmo comigo". E é justamente o que ela quer que você pense, e depois, para se livrar dela meu amigo, você vai ter trabalho. Isso porque esse tipo de sujeito fará tantas coisas "para o seu bem" que você com certeza se sentirá em dívida com ela. Lógico! Se você fosse um psicopata, não cairia nessa. Mas como a maior parte das pessoas, inclusive eu, é neurótica, acaba se sentindo responsável. Pensa que está retribuindo o favor, quando na verdade está se acorrentando a ela. Fora que esses seres das trevas sempre sugam seu ânimo, suas esperanças, com opiniões ditas "racionais" ou de "bom senso".

Então, esta é a sugestão e o meu balanço de final de ano: pense nas verdadeiras amizades que conquistou, e não leve os vampiros para o ano que vem. Há uma forma bem simples de diferenciar um amigo de um vampiro. Amigos verdadeiros não ficam tentando emitir opinião em cada atitude sua, não fazem comentários sérios a cada "peido" seu, nem apontam seus erros na sua cara. Se um amigo quer dar uma opinião sincera, vai chamar você no canto e dizer o que sente, não vai julgá-lo nem tentar convencê-lo com histórias. Se namorar alguém assim, meus pêsames. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, Nietzsche não pregava a dominação de um ser sobre outro, mas sim mais autonomia, a capacidade de sentirmos as coisas pela nossa própria experiência de vida. Desconfie de qualquer um que tentar te proteger da vida, essa pessoa provavelmente só está querendo viver a SUA vida. Um pouquinho de filosofia e atitude não faz mal a ninguém.

Em breve voltarei a falar mais sobre amizade...